sábado, 14 de abril de 2012

Naruto Shippuden: Ultimate Ninja Storm Generations


- Resenha
*Há alguns spoilers

Naruto, um dos animes/mangás que mais fez sucesso nesses últimos tempos.
E com toda a fama ganha em tão pouco tempo, estava claro que lançariam alguns - vários - jogos baseados na série.
O primeiro dos diversos games foi lançado em 2003 para um portátil, só no Japão, "Naruto: Konoha Ninpōchō". (Valeu, Wikipédia!)
Bom, e quase uma década depois, a cada ano, sempre fazem no mínimo um jogo. E o dessa vez é Naruto Shippuden: Ultimate Ninja Storm Generations (ê nominho grande).


Peguei o game e no mesmo dia o zerei. É muito curto. Em menos de 5 horas já é possível finalizar a campanha principal, liberando todos os personagens (ao todo, são mais de 70).

E não estão todos nessa imagem...
Alguns deles tem versões com outros golpes e especiais


Story Mode:
Não é como nos jogos anteriores, onde era possível andar e explorar a Aldeia da Folha, da Areia e etc, o famoso "estilo RPG" foi abandonado.
Desta vez, em Naruto Generations, a história é contada de uma forma muito simples, sem enrolação.
Os acontecimentos são do início da série (clássica) até o treinamento do Naruto para ter o controle sob a Nove Caudas.

[Era obvio que deixariam a Grande Guerra Ninja para um próximo game, também porque ela não havia se iniciado no anime em fevereiro (mês em que o jogo foi lançado no Japão)]




A impressão que tive foi que o "Generations" no título do game só foi usado para incrementar, tornando um "Naruto Ninja Storm 2.5" (muita coisa foi reutilizada). Fizeram esse jogo para lucrar nesse meio tempo, enquanto não sai o "Storm 3".

No modo história, a maior parte das novidades só estão presentes na parte Shippuden, com vários novos e os mesmos personagens jogáveis em relação ao game anterior, diferente da fase clássica, onde mantiveram e acrescentaram poucos.


Talvez você possa ter achado o meu argumento acima inválido, pois a fase do Naruto menor já terminou e não tinha como colocar mais personagens.
Bem, mas não acrescentaram por pura preguiça (ou para deixar para os games futuros).
Não há alguma explicação que justifique a ausência do Quarteto do Som (eles só estão disponíveis como suporte), por exemplo.


Prosseguindo com os comentários do Story Mode... Nele é possível fazer a história de vários personagens (do Naruto mais novo e o com mais de 15 anos, do Sasuke, Kakashi, Minato, Gaara etc).
Lembra um pouco o Naruto Ultimate Ninja, do PlayStation 2, já que foi usada a mesma fórmula.

Cada saga começa e se encerra com animações feitas exclusivamente para o jogo.
Elas são bem legais, porém é como disse, só são no início e fim.
No decorrer de cada saga, a história é contada através de uma narração e slides com imagens do próprio anime.
Isso até que funciona, mas fica algo objetivo demais, simples demais.



As Batalhas:
Antes de tudo, temos que lembrar de algo extremamente obvio: nos jogos do Naruto, o foco é nos combates, e de uma maneira, não importa se a história é bem contada ou não. No caso, só importa se ela for contada.
E as batalhas no game foram feitas de forma sensacional. Isso já não é novidade, pois são assim desse mesmo jeito desde o primeiro Ultimate Ninja Storm, lançado em 2008/2009 somente para o PS3. Mas mesmo assim tem que se comentar que as lutas foram muito bem trabalhadas.


Não fiz esse teste, mas acho que o resultado seria esse: Se jogarmos algumas partidas no Generations e logo em seguida jogar o game anterior, creio que o jogador vai achar as batalhas do Storm 2 mais "presas".
Nesse novo game, os movimentos e os ataques parecem estar muito mais soltos, fluem melhor.


Agora não há porque ficar puto por não conseguir fazer o jutsu de substituição tendo chakra suficiente.
Desta vez criaram uma barra só para fazer esse jutsu.
Algo que favoreceu bastante o game, pois deixou as lutas muito mais dinâmicas.


Ainda usando a fórmula dos games que o antecedem, existe a possibilidade de jogar sozinho ou com uma equipe com mais um ou dois ninjas de suporte.
Como já comentei, tem alguns que só são possíveis usá-los neste meio (o Quarteto do Som, a Anko Mitarashi, Shizune etc).

 

Torneios, "Survival" e Treinamento:
Essas são os modos do Free Battle.
- Os torneios podem ser criados pelo próprio jogador ou também há a possibilidade de participar de um já pronto. O máximo de personagens que podem participar são 8.
- A modalidade sobrevivência é o mais desafiador. São várias batalhas, uma seguida da outra. E é bom não ficar apanhando, pois na luta seguinte a quantidade de vida não estará totalmente cheia (dependendo de quantos pontos você fizer), e sim do jeito em que terminou na batalha anterior.
Ambos modos rendem bastante RYO, títulos, cards, vídeos, imagens e conquistas/troféus.
- O treinamento é aquela coisa básica que é bem comum nos jogos de luta.


Gráficos:
Não consegui reparar muita diferença comparado ao anterior.
Eles estão bons, cumprem o seu papel de parecer um anime. É a única forma de descrevê-los.
Só aparentam estar mais "vivos". 

Shop e Collection:
Algo que (pelo menos para mim) fazia falta, que nesse game ganhou um certo maior destaque são as imagens, vídeos e aquelas outras babaquices para ver e comprar. Uma pena que não colocaram aquelas espécies de "estátuas" dos personagens e tals (quem jogou o Ultimate Ninja 2 e 3 do PS2 sabe do que estou falando).


Os Personagens:
É, são muitos. Porém todos são do mesmo jeito. Não há segredo algum.
E o problema deles é justamente esse, de serem relativamente todos iguais.

A maneira de realizar os golpes é a mesma, a quantidade de vida tirada do oponente usando o Justsu/Ultimate Jutsu é a mesma... é algo equilibrado até demais.
Um exemplo é a Karin: o ataque especial dela é muito simples, e tira a mesma coisa que um rasengan seguido de um Odama Rasengan do Quarto Hokage (e para piorar, a mesma coisa que um Fuuton: Rasen Shuriken do Naruto Sennin ¬¬).
Mas é como eu disse, foi para ficar equilibrado. Embora eu preferiria que não fosse, deixaria mais "realista" (mais parecido com o que aconteceria no anime/mangá).


Opinião Final:
Generations definitivamente não é o melhor jogo do Naruto. Poderia ser, muito melhor.
Desde o ano passado achava que o melhor era o Storm 2, mas de uns tempos para cá meio que fiz uma analisada geral e agora creio que o melhor mesmo é o Narutimate Accel 2 (que tem um RPG que humilha o do Storm 2, as batalhas mesmo em 2D eram muito legais e havia muita coisa "extra". Terminei o modo história, todas missões paralelas, tudo zerado, mesmo estando em japonês. Quase 100 horas de jogo).

Não que esse game seja ruim, porém há algumas coisas que não me agradaram.
Se conseguiram criar a Karin (que é totalmente inútil) como personagem jogável, porque não fizeram o Quarteto do Som? Ou o Zetsu? Ou até mesmo o Konohamaru?
Foi como eu disse, é um jogo para lucrar nesse meio tempo... Embora ele seja bom e viciante.

Parece que falta algo nesse game, só as batalhas o deixaram meio "pobre".
Praticamente todas as coisas que não gostei, foram justamente as que não foram feitas...


Naruto Shippuden: Ultimate Ninja Storm Generations

nota: 8

-

P.S.: Não sei se são em todas edições, mas na minha vieram 3 cards:


No lado superior direito de cada um tem um código para desbloqueá-los no game =]

2 comentários :

Anônimo disse...

A minha opinião é que eles continuarão "enrolando", não fazendo um game totalmente fiel, até o término do anime (ou do mangá, o que acho pouco provável). O fato é que só teremos um jogo de Naruto completo quando a história acabar, o que não demora muito mais.

LPS disse...

@Anônimo Realmente, é provável que seja assim.